O projeto do vereador Capitão Carpê, que propõe a obrigatoriedade de informativos sobre abuso sexual dentro de ônibus do transporte público, não foi votado na sessão da última quarta-feira (15) na Câmara Municipal de Manaus porque o autor estava ausente. O mesmo ocorreu com a proposta do Sargento Salazar, voltada à criação de um procedimento simplificado para compensação de danos a veículos causados por problemas nas vias públicas. Os dois são do Partido Liberal (PL) e, assim como o correligionário Coronel Rosses, eles faltaram ao trabalho porque estavam em viagem à região do rio Purus acompanhando a pré-candidata a governadora Maria do Carmo Seffair.
A passagem dos vereadores de Manaus por Pauini e Boca do Acre foi amplamente divulgada nas próprias redes sociais deles. Não se tratava de compromisso institucional inadiável ou missão oficial da Câmara, mas de pré-campanha. Os três devem ser candidatos nas eleições de outubro. Carpê e Salazar são cotados para vice na chapa de Maria do Carmo. Rosses é pré-candidato a deputado federal.
A ausência teve efeito direto: projetos de autoria dos parlamentares sequer puderam ser deliberados.
A “agenda” expõe uma prática recorrente: a utilização do cargo como trampolim eleitoral permanente, mesmo que isso custe o andamento de projetos e o funcionamento pleno das Casas Legislativas. Eleições a cada dois anos possibilitam essa prática.
Os vereadores não se manifestaram sobre o assunto. Se o fizerem este post será atualizado.
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