“Não dê esmolas”, diz deputado, ao participar de ação que retirou crianças dos semáforos de Manaus

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Na terceira ação conjunta entre órgãos de proteção de crianças e adolescentes do Amazonas, 11 adultos, oito crianças e um adolescente foram retirados dos semáforos da avenida das Torres, rua Maceió, Boulevard Amazonas e vias do Aleixo e Coroado. Após recolhidas, elas foram encaminhadas à Escola Municipal Professor Paulo Graça, localizada no Parque das Laranjeiras, zona Norte da capital, para a realização da triagem, e acompanhamento para a obtenção dos programas sociais. . O objetivo da ação foi combater a exploração e o trabalho infantil. A ação também conta com o acompanhamento e suporte aos pais e responsáveis, para a inclusão deles em programas sociais.

Participaram da iniciativa a Comissão de Promoção e Defesa das Crianças, Adolescentes e Jovens da Assembleia Legislativa do Amazonas (CPDDCA-ALEAM), o Juizado da Infância e da Juventude, aas Secretarias de Educação e de Assistência Social do Governo e do Município, Secretaria de Justiça e Cidadania e Conselho Tutelar.

“Infelizmente, temos muitas denúncias de pais que alugam os seus próprios filhos por até R$ 50,00. Essas crianças necessitam de educação e acolhimento e as famílias, por sua vez, também precisam do suporte e do apoio do estado e do município”, diz o deputado Álvaro Campelo (Progressistas), que participou da ação.

Segundo dados divulgados pelo parlamentar, a cada 24 horas, 320 crianças e adolescentes sofrem algum tipo de abuso ou violência no Brasil. Ele pede que a sociedade contribua com as ações e denunciem esses crimes, impedindo que a prática se fortaleça. “É uma exploração nítida e lamentável. “É por isso que pedimos para que as pessoas não dêem esmolas. Eu sei que vem o sentimento fraterno, cristão, de querer ajudar, mas pode-se ajudar de uma outra forma. Vamos intensificar ainda mais essas ações para que, efetivamente, essas crianças saiam das ruas e não fiquem expostas às mais variadas violências, ao tráfico de drogas, ou a um acidente de carro”, apelou.

A desembargadora Joana Meirelles, Coordenadora da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Amazonas, explica que os números de crianças e adolescentes nas ruas, em situação de mendicância, foi agravada com a chegada da pandemia, e que é necessário essa atenção entre entidades governamentais e não-governamentais para combater a prática. “Nós estamos aqui, enquanto rede de proteção, para apoiar o trabalho, não vai ser apenas a retirada das crianças, nós vamos trazer para a escola, fazer a triagem e identificar a problemática. Por isso, é muito louvável que a Assembleia, na pessoa do deputado Álvaro Campelo, tenha tido essa ideia de somar, porque juntos nós somos mais fortes”, pontuou.

 

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