Um governo sem rumo

Por José Ricardo Weddling*

Não posso deixar de me manifestar sobre a gestão do atual Governo do Estado. Falta interesse do governador para resolver os inúmeros problemas. Na educação, os professores estão reivindicando seus direitos quanto ao cumprimento da Data-base que está há 4 anos sem reajuste. As escolas precisando de reformas e não há nenhum planejamento para isso.

A indignação é tanta que há indícios de greve. Na saúde, os contratos são os mesmos da época de Braga, de Omar, de Zé Melo. Durante a campanha, ele prometeu fazer auditoria nos contratos, mas até agora não fez. Continua a terceirização e continuam as pessoas morrendo nas filas e a Assembleia Legislativa não quer investigar nada. Tem deputado com medo de assinar a CPI.

Há problemas também na área na área da cultura e em outros setores do Estado. O governador não conversa com as categorias e nem com a população. Na área da segurança os policiais militares fizeram uma manifestação na Torquato Tapajós e também ameaçam paralisar, com uma possível adesão da Polícia Civil. Isso é uma grande preocupação para população.

O Governo tem que ouvir os trabalhadores das áreas da saúde, da educação, da segurança para poder atender às solicitações. A expectativa de arrecadação do Estado é bem maior do que do ano passado, portanto, dá para tratar esses impasses com mais seriedade. Mas não é somente isso.

O governador Amazonino, que gosta de privatização, pois já privatizou a água e até hoje não resolveu o problema de abastecimento e esgoto, está pretendendo continuar a privatização da Cigás, colocando o sócio dele na administração para, certamente, cuidar do processo de privatização. A iniciativa privada age onde há expectativa efetiva de lucro. Este é o resultado: um investimento público de bilhões de reais  para que tivéssemos gás, entregue à iniciativa privada.

Isso não vai dar certo, não vai ajudar o nosso Estado e é mais uma ação desse Governo que está totalmente desnorteado, não tem rumo nenhum, a casa está a cada dia mais desarrumada, a única casa arrumada é a do Amazonino que “contratou” uma empreiteira que presta serviços para o Estado, que ano passado ganhou R$ 15 milhões do Estado, que esse ano em menos de 2 meses já foram R$7 milhões autorizados para pagar essa empresa. Tá cuidando da casa dele, tá chamando os amigos dele para fazer os negócios nesse caso da privatização e quem sai perdendo com tudo isso é a população.

Muita gente está calada, mudando de partido, falando de eleição e esquecendo-se da população. É lastimável. Vou continuar questionando esse processo de entrega do patrimônio público à iniciativa privada.

*O autor é economista e deputado estadual pelo PT

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