Papel de “escudo” colocou Sidney Leite na mira dos insatisfeitos, mas ele mantém prestígio

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Em 2006, o atual governador, Amazonino Mendes (PDT), rompeu com o então mandatário, Eduardo Braga (PMDB), e se lançou candidato ao Governo, na oposição. A busca por um vice foi complicada. Ninguém queria se arriscar na aventura contra a máquina. Então uma jovem liderança promissora, o ex-prefeito de Maués, Sidney Leite, topou o desafio.

A história acima explica um pouco a relação dos dois hoje. Amazonino costuma dar valor a quem o acompanhou em momentos delicados. E cada vez mais procura de cercar destas pessoas, que considera mais confiáveis – vide a nomeação de Lourenço Braga para a Secretaria de Educação.

Embora tenha sido muito atacado nos últimos dias, Leite jamais balançou no cargo de secretário-chefe da Casa Civil. E nem desafiou ordens do chefe, como chegou a ser ventilado. Agindo como uma espécie de secretário de Governo, ele tem se comportado como um escudo para Amazonino. Mata no peito demandas que não são atendidas, puxa a orelha de secretários e toca as nomeações. Por isso virou alvo de muitos insatisfeitos, dos mais diversos coturnos. Mas mantém-se afinado com o governador.

Nos últimos dias, foi liberado para ir a campo anunciar boas novas do governo para segmentos específicos, deixando a burocracia para o secretário extraordinário José Alves Pacífico, outro velho amigo de Amazonino. Os dois, ao lado do secretário de Saúde, Francisco Deodato; de Lourenço; do secretário particular, major Otávio Junior, da presidente do Fundo de Promoção Social, Mônica Mendes e do secretário de Fazenda, Alfredo Paes, formam o núcleo duro do Governo. Todos têm ligação histórica com o chefe.

Leite tem inimigos, é fato. Mas nenhum deles por enquanto com cacife para tirá-lo do Governo.

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