Motorista derruba árvores na Djalma Batista e terá que pagar pelo estrago causado ao meio ambiente

Duas árvores – um ipê com aproximadamente 4 metros de altura e com diâmetro já de árvore adulta, e um pau-pretinho, com 1,80 m – foram derrubadas na manhã desta segunda-feira, 9, na Avenida Djalma Batista, após a colisão com um veículo modelo Citroën C4 desgovernado. O ipê integra o conjunto formado por 315 árvores plantadas no canteiro central da via. O pau-pretinho estava plantado no passeio público.

Com esse caso, sobe para nove o número de atropelamentos de ipês registrados no corredor viário desde o ano passado. Essa foi a primeira ocorrência do ano. Segundo testemunhas, a condutora do veículo perdeu o controle da direção e subiu o canteiro central atingindo a árvore, e depois a calçada.

O caso foi encaminhado ao Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que tomará as medidas cabíveis, como a notificação da motorista a comparecer em 24 horas à sede da Semmas.

Segundo o setor de fiscalização, a responsável poderá ser notificada a providenciar a recuperação imediata do dano com a reposição da árvore da mesma espécie de altura mínima de 2,5 m, num prazo de sete dias, a contar da notificação. Em contato prévio, a motorista inclusive se dispôs a assumir a responsabilidade pelo ressarcimento do dano.

Os ipês, cuja floração embeleza a via nos meses de setembro e outubro, são espécie nativa e que se adapta facilmente ao meio urbano. Junto com os pau-pretinhos, plantados nos passeios públicos das duas faixas da via, formam um corredor verde na Djalma.

Conforme prevê o Plano Diretor de Arborização Urbana de Manaus, outras medidas podem ser aplicadas como a mitigação do dano ambiental com a doação de um quantitativo específico de mudas da mesma espécie ou a prestação de serviços comunitários em parques urbanos ou áreas protegidas da cidade.

Em setembro do ano passado, quatro ipês foram derrubados de uma só vez por um veículo. O motorista foi identificado e obrigado a fazer a reposição das mudas, a manutenção com irrigação e monitoramento, com supervisão da Semmas. Como ônus ao infrator, ficou determinada a prestação de serviços comunitários.

Fotos: Divulgação, Arlesson Sicsú (Semmas) e Altemar Alcântara (Semcom)

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