Judiar de você. Esse é o plano!

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

-Alô é da ANS? -Sim!

-Sua queixa é sobre o quê? – É contra a PINOMED!

-É do consultório da Dra Honorina?-É sim! -Gostaria de agendar uma consulta. -Qual o seu plano?-PINOMED! -Olha vaga só há pra agosto de 2.025! -E particular tem vaga? -A senhora pode vir aqui agora?

-É do laboratório DPQC?-Pois não!

-Vcs fazem exame de sangue?

-Qual seu plano?-Pinomed!-Olha não estamos mais atendendo os usuários desse plano.

Diálogos como esses e tantos outros são corriqueiros e se repetem à exaustão quando o tema envolve planos e seguros de saúde na hora em que os usuários mais precisam para uma consulta, cirurgias, exames, internações, etc. junto aos profissionais, clínicas e hospitais credenciados ou pertencentes às próprias redes das operadoras de planos de saúde.

Não somente os consumidores do Amazonas são os mais atingidos por essa onda de enganação e desrespeito visto que esse drama se espalha qual conjuntivite viral pelo Brasil afora.

Nem a Agência Nacional de Saúde, nem o Ministério Público nem o PROCOM e tampouco a justiça têm tido o poder necessário para estancar essa onda maléfica de falta de compromisso, de descumprimento de contrato e até abandono de usuários à própria sorte como noticiam todos os dias os meios de comunicação.

Preços absurdos, péssimo atendimento, locais inadequados, falta de material tais como medicamentos e insumos de saúde,  profissionais desqualificados e presunçosos, atrasos nos resultados de exames, rede credenciada desproporcional aos número de usuários, desligamento de profissionais e unidades de saúde por falta de pagamento sem prévio aviso, etc. numa cadeia interminável de descalabros que colocam os pobres dos usuários em situações vexaminosas e desesperadoras, este que é o elo mais fraco dessa corrente onde imperam a desídia e a irresponsabilidade.

Não há plano ou seguro de saúde bom! Há apenas os remediados que pelo menos mantêm uma rede de profissionais e clínicas à disposição dos usuários e pagam em regiamente os contratos, enquanto outros estão se desmilinguindo dia após dia.

O mais abrangente plano de saúde do nosso estado vive uma crise interminável sob uma gestão sofrível e capenga e cujo quadro de profissionais, unidades de saúde e laboratórios diminui a todo dia com o descredenciamento por falta de pagamento.

A falta de uma gestão profissionalizada é o principal drama dessa cooperativa onde dezenas de diretores  recebem os tubos de pró-labore e benefícios e, onde os cooperados ano após ano são chamados a devolver parte do que receberam traduzidos em milhões de reais para tentar salvar a empresa da falência iminente.

Até onde esse quadro terrível e preocupante de desmandos vai é um gigantesco ponto de interrogação porém a paciência dos usuários tem limites e já está mais que na hora dessa cooperativa e alguns outros planos que teimam em judiar dos consumidores jogarem a toalha, seus dirigentes reconhecerem que fracassaram na gestão administrava e financeira das empresas e repassá-las para grupos do ramo mais preparados e com capital disponível para alavancar não só o atendimento porém, a credibilidade do setor até então jogada na lama.

Té logo!

*O autor é farmacêutico e empresário

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