João Branco é condenado a 30 anos de prisão pela morte do delegado Oscar Cardoso

O Tribunal do Júri aplicou condenação máxima dos quatro réus acusados pelo assassinato do delegado Oscar Cardoso Filho, morto em 2014, com dezoito tiros de pistola, perto da própria casa, na presença do neto, de um ano de oito meses. João Pinto Carioca, o “João Branco”, já detido em presídio federal, foi sentenciado a 30 anos e dois meses de reclusão. Diego Bruno de Souza Moldes e Marcos Roberto Miranda da Silva, a 25 anos e 11 meses, enquanto Messias Maia Sodré recebeu 21 anos e quatro meses.

João Pinto Carioca, conhecido como João Branco, participou da audiência por videoconferência. Apontado pela Promotoria como o mentor e executor do homicídio triplamente qualificado, vai cumprir sua pena no Presídio Federal de Catanduvas, Paraná, onde permanece preso. Diego Bruno de Souza Moldes e Marcos Roberto Miranda da Silva vão cumprir pena em Manaus, no complexo penitenciário Anísio Jobim, enquanto Messias Maia Sodré será devolvido ao presídio de Mossoró, Rio Grande do Norte.

O julgamento durou mais de dezesseis horas e teve participação dos promotores de Justiça Laís Freitas, Edinaldo Medeiros, Geber Mafra e Igor Starling. Ao final da sessão, o Promotor de Justiça Edinaldo Medeiros manifestou satisfação pelo resultado do julgamento: “A pena máxima já era esperada, pelas circunstâncias do crime, um homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, sem dar chance nenhuma à vítima”.

Para o Promotor de Justiça Geber Mafra, João Pinto Carioca agiu movido por vingança, acreditando que o delegado mandara sequestrar, torturar, estuprar e extorquir sua mulher. “O primeiro tiro foi de rendição, nas pernas. Os demais para ver a vítima sofrer, atingiram o tórax e abdômen. E o último tiro, o de misericórdia, foi na cabeça. É irrefutável que o recurso utilizado não permitiu defesa à vítima, que não tinha arma nenhuma, só uma criança no colo”, observou o Promotor de Justiça.

O juiz Rafael Cró Brito conduziu o feito e leu a sentença por volta de 1 hora do sábado, 14 de abril. O Conselho de Sentença acatou a tese da Promotoria, apontando o ardil da organização criminosa, as múltiplas reincidências e pelas circunstâncias do crime, cometido por meio cruel e mediante recursos que impossibilitaram a defesa da vítima.

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