Inapetência futebolística

Por Ronaldo Derzy Amazonas*

São nitidamente perceptíveis o desinteresse crescente e sustentado por parte do brasileiro por duas atividades outrora incrustadas na alma da nossa gente: futebol e política.

Quem nunca ouviu falar a célebre frase: “Futebol, religião e política não se discute”? tendo em vista que esses temas costumeiramente são assuntos por demais polêmicos às vezes levando até as vias do fato em muitas ocasiões.

Pois bem, de tanto repetir esse axioma ou pensar em tal ideia, o brasileiro passou a incorporar um sentimento de descrença e até de aversão notadamente sobre política  e futebol.

E é sobre esse ultimo em evidência por conta da Copa de futebol mundial que quero meter o bedelho.

Outro dia num grupo familiar de WhatsApp alguns parentes foram categóricos em afirmar que sequer estavam assistindo os jogos da Copa ou que gostariam de ver nossa seleção eliminada já na primeira fase ou, mais grave ainda, que até torciam por seleções de outros países.

E é aí que as coisas se misturam pois de forma sábia e prudente muitos brasileiros têm opinado, mais explicitamente nas redes sociais, que o Brasil não vive um momento político e econômico bom que nos permitam desviar a atenção desses temas para nos inebriarmos com os jogos da Copa morrendo felizes porém de barriga vazia. Aliás, futebol é tudo o que os políticos mal intencionados gostariam que durasse o ano inteiro para que o país entre numa paralisia tal a ponto de deixar de lado temas importantes como saúde, saneamento básico, inflação, corrupção, segurança e educação. Dizem até as más línguas que o próprio poder judiciário supremo estava nitidamente se aproveitando da Copa para soltar alguns corruptos, arquivar processos e até decidir sobre temas polêmicos.

Falemos sério né minha gente! gastar horas a fio em frente de uma televisão pra ver novos e veteranos craques de futebol podres de ricos e de bem com a vida, pouco se lixando pros problemas políticos e institucionais dos seus países e a bem desfilar aparências insólitas, emitir frases de efeito e até jogarem um futebol medíocre, somente cabe na cabeça de quem acha que o  Brasil vai muito bem obrigado!

Té logo!

*O autor é farmacêutico e empresário

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