Evangélicos devem assumir a campanha de Bolsonaro no Amazonas, com Silas Câmara à frente

As lideranças evangélicas devem assumir a campanha do pré-candidato a presidente da República Jair Bolsonaro no Amazonas. É que as principais lideranças políticas do Estado estão comprometidas com outra candidatura. Quem negocia discretamente para comandar o grupo no Estado é o deputado Silas Câmara (PRB), que pode “driblar” a preferência de seu partido para seguir o deputado carioca. O político local já deu uma sinalização neste sentido ao postar em suas redes sociais uma foto com o colega de parlamento, sugerindo que os seguidores se manifestassem.

O PRB sinaliza em nível nacional o apoio a um candidato alinhado com o presidente Michel Temer (PMDB), que seria o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), ou o prefeito de São Paulo, João Dória Junior (PSDB). Silas, entretanto, está disposto a seguir Bolsonaro e teria o aval da legenda, que já se dispôs a liberar seus filiados para apoiar o deputado em alguns Estados.

Ainda sem saber se poderá ser candidato em 2018 – ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica, mas não cumpriu pena porque o crime prescreveu -, Câmara enxerga em Bolsonaro seu maior trunfo para a reeleição à Câmara Federal. Em 2014 ele foi o segundo mais votado no Amazonas porque detinha o controle da emissão do seguro-defeso (benefício pago a pescadores no período de reprodução dos peixes), algo que agora não será mais possível depois que o Governo Federal freou a concessão.

Bolsonaro tem a simpatia de boa parte dos evangélicos, principalmente das Igrejas mais conservadoras, como a Assembleia de Deus, da qual Silas é pastor.

No Amazonas, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, disputa a indicação para disputar a Presidência pelo PSDB e se não conseguir apoiará o candidato de seu partido; o governador Amazonino Mendes (PDT) também deve seguir a legenda ou se declarar neutro; as esquerdas seguirão Lula; o PSD do senador Omar Aziz, o DEM do deputado Pauderney Avelino e o PR de Alfredo Nascimento e Marcelo Ramos estarão alinhados a Temer; o PP de Rebecca Garcia seguirá Dória; o senador Eduardo Braga (PMDB) tem simpatia por Lula, mas deve esperar o posicionamento da legenda e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado David Almeida, deve se filiar ao PSB, que não marcha com Bolsonaro.

O deputado carioca, portanto, teria dificuldades de montar o palanque no Estado, o que fará sua campanha cair no colo dos evangélicos.

 

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