Entre a consciência negra e a consciência evangélica!

Por Daniel Melo*
Antes de tudo quero dizer nunca tive vergonha em me assumir como negro. Tenho consciência de que Deus não distingue por cor ou raça os que o adoram em espírito e em verdade. Reconheço que no Brasil há muito preconceito racial e social; mas creio que uma das formas de combatê-los é assumindo a real condição de filho de Deus em Cristo Jesus.
Na condição de evangélico, não posso ignorar nossa raiz Africana; não posso desdizer uma história de dor e sofrimento. Quando estive em Ouro Preto (MG), chorei ao ver o retrato da crueldade infligida aos meus irmãos. Minha alma se afligiu em ver os objetos de torturas usados nas senzalas. Senti profunda dor no coração ao entrar em uma gruta onde os negros morriam em busca do ouro cobiçado pela coroa portuguesa.
Portanto, sou cristão evangélico e amo minha raça. Não preciso praticar cultos afro para demonstrar minha negritude. Respeito quem os pratica, mas eu fico com  que a Bíblia afirma sobre adoração a um único Deus. É bom lembrar que grandes líderes negras mundiais nasceram sob égide do protestantismo, como o saudoso Martin Luther King e o ainda vivo Jesse Jackson. No Brasil, cultua-se Zumbi dos Palmares, mas há um grande esquecimento em torno de figuras como Alcindo Guanabara, André Rebouças e o “tigre da abolição”, o grande José do Patrocínio…
Movimentos Afro e LGBTS, apoiados dos por parte da mídia, querem imputar aos evangélicos a pecha de intolerantes religiosos. O que é intolerância? É crêr no que a Bíblia diz? É crêr que todos os povos, línguas e nações devem se dobrar diante de um único Senhor. Eles não querem que proclamemos a verdade bíblica, mas eles querem ter liberdade para difundir seus conceitos. Quem são os intolerantes? Eu fico com a minha consciência evangélica!
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