Em Coari, atuação de Adailzinho começa a ser contestada pela população

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Veja a imagem acima. Estes dois carros envolvidos em um acidente de trânsito nas ruas de Coari são alugados para a Prefeitura local. O fato, que seria rotineiro, chamou atenção porque recentemente o prefeito Adail Pinheiro Filho alugou uma enorme frota de veículos, que para os poucos opositores locais constitui um exagero. O fato está chamando a atenção das autoridades de fiscalização.

Adail Filho é herdeiro de Adail Pinheiro, o político mais popular do município, que deixou o poder em 2014 diretamente para uma cela do Comando de Policiamento Especializado, depois de ter sido condenado em um dos muitos processos que tramitam na Justiça, nos quais é réu.

Impedido de se candidatar, Adail fez o que em política se chama de “barba, cabelo e bigode” na eleição de 2016. Elegeu o filho prefeito, uma filha vice-prefeita e outra a vereadora mais votada. O presidente da Câmara Municipal é seu sobrinho. Trata-se do maior acúmulo de poder que se tem notícia na história do Amazonas.

A volta do clã ao poder se deveu em grande parte à decepção da população com os opositores. A passagem dos prefeitos Arnaldo Mitouso e Raimundo Magalhães pelo poder foi trágica. Eles acumularam escândalos, mostraram muita incompetência e deixaram o município à míngua.

Adailzinho, como é conhecido, começa a chamar atenção por três atitudes reprovadas pela população: a ausência do município na maior parte do mês, a lentidão na solução dos problemas e contratações suspeitíssimas, como esta dos carros. Ele alugou nada menos que 281 veículos, entre pick-ups, carros de passeio, motocicletas e vans, pelos quais vai desenbolsar R$ 7,1 milhões todo ano.

Coincidentemente, seu pai fez exatamente o mesmo na sua última gestão na Prefeitura. Na época, gastou R$ 7,7 milhões ao ano para ter à sua disposição uma frota de carros. Em ambas as ocasiões a empresa vencedora do certame foi a KL, a mesma que fornecia veículos à Polícia Militar nos governos Omar Aziz/José Melo.

Os opositores ouvidos hoje pelo blog afirmaram ainda que estão de olho em uma negociação em curso com a empresa Conserge, que teria uma fábula para receber da Prefeitura e estaria acelerando o precatório judicial conseguido na Justiça, para se habilitar ao recebimento.

Adailzinho, eleito sob enorme expectativa de dias melhores, corre o risco de sucumbir aos mesmos problemas do pai e ter vida curta na política do município mais rico do interior amazonense.

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