Asprom anuncia paralisação de professores e Governo diz que está negociando com o Sinteam

A velha disputa entre as duas entidades que representam os profissionais da Educação no Estado voltou com força total. Ontem o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas da Educação Básica de Manaus, que se autodenomina Asprom-Sindical, soltou carta aberta anunciando uma paralisação de advertência, que pretende parar todas as escolas por 24 horas, como forma de pressionar o Governo para cumprir a data-base da categoria.

Agora tarde, a Secretaria de Estado da Educação soltou nota afirmando que o canal de negociação para as demandas dos profissionais da educação está aberto com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

A secretaria, entretanto, fez questão de referir-se a pontos da carta aberta. Entre os principais esclarecimentos está o de que não é verdade que no mês de abril está proibido reajuste salarial de qualquer natureza.

“O Governo do Amazonas já assegurou o cumprimento da data-base dos servidores da educação e se comprometeu em resgatar o respeito também ao direito de promoção de professores e técnicos que realizaram graduação, especialização, mestrado e doutorado”, diz a nota do órgão.

A Seduc informa, ainda, que o auxílio-alimentação passará a respeitar o princípio constitucional da isonomia. Reiterou, também, que as portas do gabinete do secretário da Seduc, Lourenço Braga, permanecem abertas para todos os servidores da educação. As negociações com o Sinteam iniciaram no dia 9 de fevereiro deste ano, quando representantes da entidade estiveram na secretaria, a convite do secretário.

Veja a carta da Asprom-Sindical:

“SINDICATO DOS PROFESSORES E PEDAGOGOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE MANAUS-ASPROMSINDICAL.

DOMINGO, 11/03/18.

CARTA ABERTA À SOCIEDADE AMAZONENSE.

É com grande pesar que o AspromSindical vem a público comunicar à sociedade amazonense que nesta terca-feira, 13/03/18, durante todo o dia será deflagrada, pelos Servidores da Secretaria Estadual da Educação-Seduc/Am (professores, pedagogos, merendeiros, vigias, serviços gerais, administrativos e outros) uma PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA nas escolas da rede estadual de ensino, na capital e em vários municípios do Interior do Estado.
A PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA tem a finalidade de ADVERTIR ao Governador Amazonino Mendes de que a categoria dos educadores não suporta mais 4 anos sem reajuste salarial e estão dispostos a deflagrarem uma GREVE GERAL POR TEMPO INDETERMINADO caso o Sr. Governador não apresente uma proposta de reajuste salarial para a categoria até, no máximo, no dia 13/03/18.
A categoria reivindica 35% de reposição da inflação do período de 4 anos (de 2014 a 2018).
Estamos tentando negociar com o Governo desde o dia 08/02/18 e até agora o Governo não demonstrou o menor respeito pelos educadores.
Desconfiamos que o Governador quer deixar o pagamento de nossa data-base para o mês de abril, quando a lei eleitoral proibirá reajustes salariais acima da inflação. É uma manobra sórdida, pois não permitiria tempo de reação para a categoria garantir o seu direito.
Nós não vamos esperar abril chegar.
A PARALISAÇÃO DE ADVERTÊNCIA será nos 3 turnos de trabalho.
Portanto, pedimos a compreensão e a solidariedade dos pais de nossos alunos para que não mandem suas crianças para as escolas estaduais, no dia 13/03 (terca-feira) e ajude os educadores a conquistarem melhores condições de estudo e aprendizagem para nossos alunos.
Esperamos que o Governador Amazonino Mendes receba a Diretoria do AspromSindical e apresente uma proposta digna de reajuste salarial para a categoria.
Os educadores não querem ser obrigados a fazer GREVE.
Torcemos para que o Governador tenha sensibilidade e não queira PREJUDICAR as crianças do nosso Estado.
Mas, se o Governador permanecer insensível , a GREVE será inevitável.
Os educadores contam com o apoio da sociedade amazonense, neste momento tão grave das nossas péssimas condições de sobrevivência.
Queremos o diálogo.
Esperamos que ele aconteça urgentemente.
Atenciosamente.

A Diretoria.”

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