Rebeliões e as eleições

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Por Carlos Santiago*

As rebeliões que estão ocorrendo nos presídios do Brasil e, em especial no Amazonas, é o reflexo da má gestão do dinheiro público e da crise de governança que passa atualmente o País.

Os governos brasileiros não conseguem oferecer uma educação com qualidade, um transporte coletivo decente e uma saúde digna aos seus habitantes, não estão também proporcionando  um sistema prisional moderno, organizado e respeitador dentro daquilo que determina a Lei de Execuções Penais que é garantir o mínimo de humanidade para aqueles que estão sob a tutela do Estado pagando pelos seus crimes. Ao contrário disso, temos um sistema prisional oneroso e ineficiente, ficando tão somente como “escola” do crime.

O mais assustador é constatar que os governos não estão conseguindo garantir a segurança pública para a população, direito determinado pela Constituição Federal, além de “decretar” a pena de morte nos presídios, com suas ausências e ineficiências, o que é proibido no ordenamento jurídico pátrio.

Na ausência de um Estado eficiente e sem corrupção, as facções criminosas tomam conta dos bairros das cidades e dos presídios brasileiros.

É preciso novos e bons governos comprometidos com a mudança. Isso pode acontecer, basta que o cidadão vote bem, com responsabilidade, pensando no bem estar de todos.

Os governos e seus atos são frutos das nossas escolhas.

*O autor é sociólogo e advogado

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